terça-feira, 30 de agosto de 2011

Fantastico grava encontro dos ruivos em Sampa

Ruivos cariocas e ruivos paulistas. Só falta o encontro nacional dos ruivos.

Já rolou, mas vale a pena ver a chamada( Encontro dos ruivos em Sampa)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

"Os Ruivos" em São Paulo, Teatro Folha


Muito antes de descobrir o termo bullying, o carioca Pedro Monteiro já era massacrado. Único ruivinho da classe, via grudar em sua pele alva e sardenta apelidos tão absurdos quanto "arroto de Fanta", "água de salsicha" e "maçarico". Ficou aterrorizado ao notar que Chucky, aquele brinquedo assassino, tinha cabelos vermelhos como ele; vibrou ao perceber que o destemido boneco Falcon, também. Formado ator, decidiu dar o troco.

Com o amigo Leonardo Neves (que, por sua vez, é negro) escreveu a comédia "Os Ruivos". Desde outubro de 2008, faz rir plateias de todos os matizes, com histórias vividas por ele e outros cabeças-vermelhas. A direção é de Cynthia Reis. A estreia foi tímida, no Espaço Cultural Sérgio Porto, no Rio, perto de sua casa. Desde então, foram oito Estados, do Pará ao Rio Grande do Sul, e quase 50 cidades. Hoje, "Os Ruivos" aportam no Teatro Folha para uma temporada de um mês, sempre às quartas e quintas, às 21 horas.

"A peça mudou muito", conta Pedro, que divide as piadas com outra representante da "minoria rubra brasileira", Thábata Tubino. "Quando estreamos, não sabíamos ao certo como seria a reação. Foi uma surpresa perceber que o público ria muito daquelas histórias, e de quando eu perguntava por que ruivo não tem cota na universidade, não paga meia-entrada em dermatologista, e quando digo que nunca existiu um candidato ruivo à Presidência. Depois disso, o tema do bullying estourou na mídia e foi ficando mais claro que a peça falava sobre o preconceito."

Os representantes da "comunidade rubra" que atendem ao chamado dão suas contribuições, entregam outros apelidos. Identificam-se quando os atores reforçam a camada de protetor solar em cena, dividem as dificuldades vividas no verão do País tropical e a chateação por volta e meia serem confundidos com estrangeiros. Sentem-se em casa quando são lembrados ruivos célebres, como o cantor Nando Reis e o ator Ferrugem, ou mesmo o bochechudo boneco Fofão e o irritante palhaço Bozo.

Entre os gaúchos, a adesão à "causa" do "movimento vermelho" foi ainda mais intensa: lá os atores encontraram a maior quantidade de ruivos (segundo os dados que apresentam, apenas 1% dos brasileiros têm os cabelos naturalmente avermelhados). "Decretamos em cena aberta que a cidade de Flores da Cunha (colonizada por italianos) é a capital nacional dos ruivos", conta Pedro, que vem do Tablado e ficou conhecido depois de estrelar, com o cantor Beto Barbosa, a propaganda de cerveja com a música "Adocica" - o blazer verde, a pochete ridícula e a sunga viraram fantasia de carnaval das mais vistas no Rio.

A brincadeira foi além: Os Ruivos chegaram aos sem-teatro. Com o apoio de prefeituras, o projeto Teatro Sem Preconceito leva a peça gratuitamente a auditórios, clubes e espaços públicos. Em Conceição do Araguaia, no Pará, boa parte dos 300 presentes à praça principal nunca tinha vivido a experiência teatral. Em Cidade Tiradentes, a apresentação é sexta agora. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Os Ruivos - Teatro Folha (Av. Higienópolis, 618, Shopping Pátio Higienópolis). Tel. (011) 3823-2323. Quarta e quinta, às 21h. R$ 10/R$ 20. Até 29/9.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Ginger Dawn

   Nunca gostei muito de jogar Vídeo Game, mas Pec Man e Enduro, na minha época, eu jogava.  Outro dia eu voltei aos meus tempos de infância e brinquei com um jogo que ainda não chegou no Brasil, “pois em terra de morenos ser ruivo é uma resposta involuntária”. Um amigo me avisou do jogo Ginger Dawn, que está hospedado no Fingertime. O jogo é o seguinte: Você controla uma cabeça vermelha, cuja finalidade é copular com o maior número de bonequinhos do sexo oposto, com o objetivo de espalhar o gene recessivo ruivo. A ideia é disseminar o Gene ruivo, o que estamos tentando na peça já algum tempo.  Pedro Monteiro que o diga, quando joga piadinhas para a nossa ruiva Tábatha. Já que o Pedro não consegue aumentar o número de ruivos em nosso planeta, sugiro que ruivos e não ruivos possam  ajudar jogando Ginger Dawn. Ah! Já ia esquecendo: como tudo para ruivo é complicado, no jogo não poderia ser diferente. As missões ficam mais difíceis, pelo fato do bonequinho não poder ficar no sol por muito tempo. Segundo Pedro, ruivo é assim, de quinze em quinze minutos, deve parar o que está fazendo, para passar protetor solar, pois de baixo das luzes do teatro, ele pode aumentar o número de sardas. Venha conhecer uma peça, sem preconceito, que fala dos dilemas de ser ruivo.
                                          



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

"Os Ruivos" pela primeira vez na comunidade

                                                    

    Foi um momento único para nós a apresentação na sede do AfroReggae, em Vigário Geral, neste último final de semana (13 e 14 de agosto). Depois de nós apresentarmos em teatro, praça e feira agropecuária, chegou o dia de nós apresentarmos dentro de uma comunidade do Rio de Janeiro. Agradeço muito o convite do AfroReggae e fica na nossa lembrança a quantidade enorme de crianças e adultos que durante um hora ficaram ali assistindo teatro e rindo das situações e histórias sobre nós sardentos. Valeu Vigário, valeu por todos que ajudam o  projeto “Teatro Sem Preconceito” a levar teatro pra qualquer lugarzinho desse Brasil tão grande. Todo mundo junto e misturado. Avante!

ass: Pedro Monteiro


                                                             

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

"Os Ruivos" e Afroregge em: "Teatro sem Preconceito"


“OS RUIVOS”  LANÇA PROJETO “TEATRO SEM PRECONCEITO” NO RIO, A CONVITE DO GRUPO AFROREGGAE.



Depois de quase três anos de estrada e mais de 170 apresentações em sete Estados do país, o espetáculo carioca “Os Ruivos” chega pela primeira em Vigário Geral, Rio de Janeiro, a convite do Grupo AfroReggae. Com as apresentações nos dias 13 e 14 de agosto (sábado às 20h e domingo 19h), com entrada gratuita, a peça lança na capital carioca o Projeto “Teatro Sem Preconceito”, que tem circulado pelo Brasil. Com este projeto, queremos não apenas difundir o acesso da população à cultura e às artes cênicas, como mostrar que é possível promover a circulação de um espetáculo no Brasil sem a dependência de patrocínio, da presença de um ator de sucesso, ou de uma comédia de teor apelativo. E mostrar também que é possível fugir da concentração cultural nas regiões mais abastadas. Baseado na seguinte premissa: como sofre descriminação e bullying, a comunidade rubra não pode ser preconceituosa com o restante da população brasileira. Assim, estamos levando este espetáculo de censura livre para todas as cores, idades e regiões, em capitais e gratuitamente no interior, mesmo onde não há teatro, nos apresentando em praças, como (Conceição do Araguaia, PA), centros de exposição (Venda Nova do Imigrante, ES), auditórios (Estância, SE), colégios (Araguaína, TO) ou clubes (Laranjeiras, SE).


Sinopse: Comédia. Ameaçados de extinção e cansados dos apelidos maldosos como “arroto de fanta” e “água de salsicha”, os ruivos reúnem-se após anos de bullying e chacota, para anunciar a plataforma ruiva de reivindicações: Meia-entrada em dermatologistas! Cota ruiva nas universidades! Pela Parada de Orgulho Ruivo! Classificação livre

Ficha técnica:

Idealização: Pedro Monteiro


Texto: Leonardo Neves e Pedro Monteiro

Direção e trilha sonora: Cynthia Reis

Elenco: Pedro Monteiro e Thábata Tubino


Direção de arte: Junior Santana


Iluminação: João Gioia


Produção executiva: Thábata Tubino


Direção de produção: João Bernardo Caldeira


Realização: Companhia Jogo de Cena e São Bernardo Produções


DATA: 13/08 SÁBADO 20 Horas e  14/08 DOMINGO 19 horas
LOCAL: PRAÇA TROPICALISMO – EM FRENTE AO CENTRO CULTURAL WALY SALOMÃO- VIGÁRIO GERAL – RIO DE JANEIRO – RJ
ENTRADA FRANCA – CENSURA LIVRE

PATROCÍNIO: PETROBRAS
APOIO: GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
REALIZAÇÃO: GRUPO CULTURAL AFROREGGAE


domingo, 7 de agosto de 2011

"Os Ruivos" em Sampa


Cabelos alaranjados, pele branca, pintas, barba ruiva e cabelos pubianos vermelhos. Assim são os ruivos. Ateiam fogo por onde passam. Finalmente vamos apresentar a peça, “Os Ruivos”, em São Paulo. Vamos incendiar a Terra da Garoa.  Conseguimos! Agora será de São Paulo para o mundo. Quem sabe o Manifesto Vermelho não se torna realidade na Praça da Sé, em São Paulo, parecido com o que fizemos no início de nossa peça, na Cobal do Humitá, no Rio de Janeiro. Este movimento poderá se chamar “Movimento Vermelho II – em busca de uma identidade ruiva nacional”. Não precisa levar a sério o nome, pense no movimento. Venha assistir as particularidades de ser ruivo, mesmo que você não seja ruivo, pois de perto todo mundo igual. A peça faz dos ruivos um grande interlocutor das diferenças.


Teatro Folha de 24 de agosto a 29 de setembro. 




terça-feira, 2 de agosto de 2011

Ginger Flash Mob